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Ditadura Separou Famílias Indígenas

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05/07/2025

Por Wesley Ramos 
imprensa@sinnyassessoria.com 
 
Estreia em 10 de julho nos cinemas brasileiros o documentário YÕG ÃTAK: MEU PAI, KAIOWÁ , filme indígena que retrata uma história de separação forçada durante a ditadura militar. Com direção assinada por Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna, o filme mostra a busca da diretora Sueli e sua irmã Maiza pelo pai, Luiz Kaiowá, de quem foram separados ainda na infância pelos efeitos das políticas do regime militar.
Luiz Kaiowá, indígena guarani kaiowá, foi removido à força de seu território no sul do Mato Grosso do Sul no início dos anos 1960 por agentes do Serviço de Proteção aos Índios (SPI). Após uma travessia que passou por São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, foi levada ao Posto Indígena Mariano de Oliveira, em Minas Gerais, onde viveu por mais de 15 anos entre os Tikmũ'ũn (Maxakali). Casou-se, teve duas filhas e, pouco depois do nascimento de Sueli, sofreu uma nova mudança forçada e agora foi obrigado por agentes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) a permanecer em seu território de origem, o que cortou seu vínculo com a família.
Sueli e Isael Maxakali, artistas do cinema indígena contemporâneo, vêm construindo uma linguagem própria, com filmes como “Yãmĩyhex: As Mulheres-Espírito” e “Nũhũ yãg mũ yõg hãm: Essa Terra é Nossa!” . Em 2016, a dupla fez sua primeira incursão pelas memórias da violência vivida pelos povos indígenas durante a ditadura com o documentário “GRIN – Guarda Rural Indígena” , dirigido por Isael Maxakali e Roney Freitas. No novo filme, eles dividem a direção com Luisa Lanna, montadara e professora experiente na formação audiovisual em territórios indígenas, e de Roberto Romero, antropólogo e documentarista.
As filmagens foram realizadas tanto na Aldeia-Escola-Floresta, retomadas em 2021 por cem famílias maxakali em Minas Gerais, quanto nas Terras Indígenas Panambi-Lagoa Rica, Panambizinho e Laranjeira Ñanderu, do povo Guarani Kaiowá, em Mato Grosso do Sul – dois territórios ainda hoje marcados pelas sepulturas protegidas de direitos humanos que sobreviveram no período militar. Essas violências, que incluem o grupo de terras e remoções forçadas, surgiram à luz em 2014, quando foi publicado o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que investigou os casos Maxakali e Guarani Kaiowá, entre outros povos. "A gente assistiu a um filme sobre um deputado que fala 'Ainda estou aqui'. A gente também fala que nós também estamos aqui. O povo Maxakali, o povo Kaiowá estão aqui" , discursou Sueli Maxakali durante o Festival de Brasília.
Lançado em um momento em que as reivindicações indígenas por memória, verdade e justiça voltam a ganhar corpo, o documentário apresenta essas narrativas do passado por meio de longos planos fixos, gestos íntimos e câmeras que acompanham o movimento dos corpos e das falas. “O espectador aprende a ver o filme enquanto assiste” , afirma a diretora Luisa Lanna. “É um aprendizado que se dá pela escuta, pela duração dos planos, pelas formas de elaboração da palavra” .
Para a antropóloga e roteirista Tatiane Klein, que participou da articulação entre os dois territórios e que integrou um fórum liderado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) sobre o tema, o filme é um exemplo de investigação e escuta das histórias da ditadura pelos próprios indígenas realizados. “Se não nos aprofundarmos nessa memória indígena, seguindo os modos próprios de cada povo olhar para esse passado de violências, o futuro dos Guarani Kaiowá, dos Maxakali, do Brasil indígena continuará em risco” .
Sinopse:
YÕGÃTAK: MEU PAI, KAIOWÁ conta a busca de Sueli Maxakali e Maísa Maxakali pelo pai, Luis Kaiowá, de quem foram separados durante a ditadura militar no Brasil. O filme acompanha a jornada do cineasta para reencontrar o pai, bem como as lutas enfrentadas pelos povos indígenas Tikmũ'ũn e Kaiowá em defesa de seus territórios e modos de vida.

História verdadeira

No início da década de 1960, indígenas Guarani Kaiowá, no sul do Mato Grosso do Sul, foram removidos à força de suas terras tradicionais, marcando um período de conflitos intensos pela posse da terra. Essa remoção forçada faz parte de um processo histórico de ocupação e colonização da região por não indígenas, resultando em desapropriações e tensões contínuas. 
A partir dos anos 1920, e especialmente na década de 1960, a colonização da região intensificou-se, levando à desapropriação das terras indígenas por colonos brancos. A remoção forçada e a disputa por território são a principal causa de conflitos no Mato Grosso do Sul, onde muitos Guarani Kaiowá foram mortos nos últimos anos. 
Reivindicação Territorial: A retomada das terras tradicionais e a luta pela demarcação são reivindicações centrais do povo Guarani Kaiowá. Os Indígenas Guarani Kaiowá têm sido vítimas de ataques armados em suas retomadas, como evidenciado por incidentes recentes em Mato Grosso do Sul. A luta do povo Guarani Kaiowá se manifesta através de organizações como o Aty Guasu, uma grande assembleia que busca fortalecer a resistência e a organização política do grupo. 
Ações e Medidas com a Intervenção do Ministério Público Federal que tem atuado para prestar assistência aos Guarani Kaiowá e investigar os ataques, além de mediar acordos de permuta de terras.
Ato Institucional nº 5 (AI-5) e a Ditadura Militar no período da ditadura militar (1964-1985) foi marcado pela violência e pela falta de reconhecimento dos direitos indígenas, agravando a situação dos Guarani Kaiowá. A Funai e outros órgãos indigenistas têm sido acionados para verificar denúncias e garantir a segurança dos indígenas. A sociedade civil, através de organizações como o Cimi, tem denunciado os ataques e a violência sofrida pelos indígenas.

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